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18 Fevereiro 2018 3:50 pm

Homens vivem 7 anos a menos e mesmo assim evitam médicos – veja vídeo

Homens vivem 7 anos a menos e mesmo assim evitam médicos – veja vídeo

Homem brasileiros – entre eles os mato-grossenses – vivem 7 anos a menos que as mulheres, de acordo com dados sobre expectativa de vida do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e um dos motivos desta disparidade é que não cuidam da saúde física e emocional também.

Médico urologista Valter Torezan, presidente da Sociedade de Urologia em Mato Grosso, diz que é preciso mudar essa cultura para que os homens vivam mais e com melhor qualidade.Dia Nacional do Homem, neste sábado (15), serve principalmente para dar este alerta.

“Tem que ir ao médico, parar de achar que é machão, que por ser provedor da família não pode tirar um tempo para si, que não pode largar o emprego por uns minutos para se consultar, que não quer pegar atestado com medo de ser demitido, então tem tudo isso que afasta os homens dos consultórios”, ressalta Torezan.

O Ministério da Saúde alerta para o que mais mata homens no país onde são registradas, por ano, cerca de 665 mil mortes masculinas contra 504 mil óbitos femininos.

O que mais mata

Doenças do aparelho circulatório, principalmente AVC e infarto, crimes, principalmente homicídios praticados por arma de fogo, acidentes de trânsito (119 mil mortes/ano), câncer e tumores (98 mil mortes/ano) e doenças do aparelho respiratório (66 mil mortes/ano) são as principais causas de óbitos da população masculina.

Papel das mulheres

O médico observa que muitos homens vão ao médico a pedido das mulheres. “É muito importante o envolvimento das esposas, filhas, mães e até amigas, porque elas têm um enorme pode de persuasão”, afirma.

Especialista em saúde masculina

Os urologistas são especialistas em saúde masculina, assim como os ginecologistas são em saúde feminina. Na consulta, pedem exames gerais, de sangue e urina. Devem ser procurados pelo menos uma vez por ano. Se encontram alguma situação que não dominam, encaminham para especialistas. No caso de doenças emocionais, transtorno de ansiedade e psiquiátricas, o procedimento é o mesmo.

Próstata

O urologista Valter Torezan ressalta que é alto o número de casos do câncer de próstata e a média de incidência é de 100 casos para 100 mil.

“São vítimas preferenciais homens com mais de 50 anos, idade que todos devem começar a fazer o exame de toque anual, mas negros e pacientes com histórico familiar já devem ficar atentos aos 45 anos, orienta o médico.

Já o câncer de testículos atinge faixa mais jovem, de 15 a 25 anos. Os dois tumores, segundo o médico, têm alta chances de cura mas se diagnosticados precocemente.

O câncer na bexiga tem menor incidência – atingindo de 6 a 8 homens para cada 100 mil – porém é mais agressivo e está associado a tabagismo. Homens são vítimas preferenciais, mas esta espécie afeta também mulheres.

O médico condena o tabagismo – homens fumam 18% mais que mulheres – assim como outra cultura letal, que é a alimentar e sedentária. “É muita gordura e sedentarismo, isso leva ao infarto”, avisa. “Mulheres, até a menopausa, de alguma forma são mais protegidas contra doenças cardio-vasculares, mas os homens não.”

Toque

O toque retal sempre foi um tabu na saúde masculina. Isso porque a investigação anal, em um contexto machista, afeta a masculinidade do paciente.

“Alguns tumores de próstata são tão agressivos que não acusam no exame de sangue. Então os dois exames são complementares e necessários”.O médico Terezan acredita que este tabu está caindo e que os homens devem parar com essa besteira.

Mal do século

Ainda de acordo com o médico Torezan, males da ansiedade têm afetado a cada dia mais os homens.

“Isso provoca um outro problema que é ejaculação precoce e disfunção erétil. Essas coisas acabam com casamentos, afetam a saúde masculina”, observa.

Segundo ele, têm tratamento, com drogas antidepressivas ou ansiolíticos e terapia.

                  Confira tudo que o homem deve fazer para cuidar da saúde desde nascer

 

Gazeta MT/Keka Werneck

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