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22 Janeiro 2018 2:39 pm

Avó assume 4 netos e pede fraldas e leite em MT

Avó assume 4 netos e pede fraldas e leite em MT

A faxineira Rosalina Ferreira do Prado, 56, de Cuiabá, está em uma situação difícil cumprindo o papel de avó e mãe dos 4 netos bem pequenos. Um menino de 3 anos, o Moisés, uma menina de 2, Ana Clara, e os gêmeos de 2 meses, Rogério e Rafael.

 

A filha dela, R.P.A., de 24 anos, mãe biológica das crianças, é usuária de crack e outras drogas desde criança e, devido ao uso contínuo, desencadeou esquizofrenia.

 

Quando aparece em casa, bate nas crianças e também na dona Rosalina. Em situações extremas, deu chineladas no rosto do menino, ao ponto de machucar, e cortou o rosto da mãe. Mais de uma vez a Polícia Militar foi chamada a intervir. “Judiava demais da gente”, lamenta.

 

R. já foi presa algumas vezes e na última audiência de custódia, em que foi solta, ficou determinado pelo Judiciário que ela não pode se aproximar mais da casa desta família em dificuldades no bairro Bela Vista.

 

“Amo minha filha, mas quero ela longe daqui de casa, por causa dos meus netos”, explica dona Rosalina.

 

Questionada se pensa em disponibilizar os netos à adoção, responde que não. “Jamais! Só se seu tombar para sair da vida deles. Vou cuidar deles até o dia que eu puder. Amos meus netos”, afirma.

 

Quando Moisés nasceu, a mãe ficou apenas 15 dias amamentando. Depois veio Ana Clara e, depois de 2 meses aparentemente bem, ela sumiu. Ainda liga para perguntar dos gêmeos, mas sumiu novamente.

 

“Ela é assim, usuária desde pequena, e dá uma louca nela, fica agressiva e depois some e eu não quero mais isso, a não ser que arranjem um tratamento”, desabafa a avó.

 

Dona Rosalina é sozinha. Há 8 meses, o marido dela, que trabalhava de garçom ou servente de pedreiro, morreu de câncer na garganta. “Quando descobrimos, já era tarde demais”, lamenta. Ele era companheiro dela e chegou a ajudar a criar os dois maiores.

 

“Depois que ele morreu, fiquei sem nenhum dinheiro. Há um mês, entrei com pedido de pensão, mas só vai sair dentro de um prazo de 130 a 145 dias. Foi o que me informaram”, relata.

 

Sendo assim, as crianças estão em situação de vulnerabilidade por pelo menos duas questões. Pelo fato da mãe ser usuária e esquisofrênica e da avó passar dificuldades financeiras.

 

“Eu só quero uma ajuda para criá-los”, apela, com temor de intervenção do Conselho Tutelar.

 

Leite, fraldas e comida é o essencial que ela reivindica. “Mas, quem puder, podem me mandar de tudo”, diz ela. Inclusive brinquedos.

 

“Trabalhei 20 anos em casa de família, mas tive que sair para cuidar do meu marido e agora não posso por causa das crianças”, justifica o pedido de ajuda.

 

Foi por ver esta situação triste, com a filha, que vizinhos se reuniram para ajudar. Sidnéia Divina Mendes, 34, explica que um grupo de 10 famílias conseguem pelo menos assegurar comida.

 

“Ela precisa mesmo, é uma pessoa boa, cuida bem das crianças”, afirma Sidnéia, que informou sobr eo caso ao Gazeta Digital, pelo Whatsapp, para ampliar a corrente de solidariedade.

 

Quem quiser ajudar

 

Endereço da casa da dona Rosalina: Rua F2, Q 21, casa 92, bairro Bela Vista, Cuiabá.
Telefone para contato: 9 9242-4857 ou 9 9264-6422.

 

Gazeta MT/Gazeta Digital

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