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16 dezembro 2017 9:23 pm

O que é síndrome do pânico e a diferença de ataque de pânico

O que é síndrome do pânico e a diferença de ataque de pânico

Em uma matéria vinculada no programa fantástico da emissora rede globo na data de 20/08/2017 trás o famoso Pe. Fábio de Melo em uma entrevista que sofre de síndrome do pânico e dos detalhes de tudo que tem passado diante da doença.  Algumas pessoas se perguntam: “Mas ele é padre? Não pode ter isso!” ou “Isso só aconteceu porque ele tem pouca fé”.

Ambas as falas são decorrentes da falta de conhecimento sobre saúde mental. Qualquer transtorno como, por exemplo, a síndrome do pânico não escolhe gênero, raça, sexo, classe social ou profissão. A síndrome me pânico é um transtorno de ansiedade que segundo a OMS 9,3% da população Brasileira é acometida por algum transtorno de ansiedade.  .

Qual a diferença de ataque de pânico para síndrome do pânico?

O ataque de pânico não escolhe dia, lugar ou hora. Ele não ocorre com frequência, todavia uma pessoa pode ter mais de um ataque, porém, não são recorrentes. As características são psíquicas e físicas, tais como: medo eminente de morte, tremor, suor em excesso, dor no peito aguda, taquicardia, falta de ar, calor ou frio em grande escala, formigamentos, medo de ficar louco ou morrer. Tudo isso vivenciado em uma intensidade indescritível.

Tudo isso acontece em média de 10 minutos e após esse tempo os sintomas vão diminuindo e ficando mais amenos. No momento do ataque a pessoa que está passando por isso acha que tudo isso não vai acabar e que realmente irá morrer.  O ataque de pânico pode acontecer por motivos específicos como: medo de falar em publico, dirigir, animais ou multidões, até mesmo o medo de ter outro ataque pode novamente outro episodio, mas também vale ressaltar que pode acontecer sem nenhum motivo especifico para desengatilhar o ataque.

Como os sintomas são muitos parecidos como, por exemplo, um “ataque cardíaco” é importante descartar os sintomas físicos para depois abordar como um caso de ataque de pânico.

Já no transtorno do pânico a pessoa desenvolve as mesmas características, porém, com duração e com uma maior frequência que o ataque de pânico. Para se caracterizar como transtorno de pânico é necessário que ocorra no mínimo dois ataques repentinos no período mínimo de um mês e assim por diante.

Pessoas que tem este transtorno relatam que viram “escravos do medo”, pois, nunca se sabe quando e o lugar que possa acontecer. Relatam também que o sofrimento é real e muito pior quando não se tem apoio de alguém, pois, vivemos sim em um mundo moderno, mas ainda existe um grande tabu a respeito da saúde mental, onde muitos levam na brincadeira dizendo que é frescura ou que isso acontece por falta de fé.

Tratamento

O tratamento para o transtorno de pânico é medicamentoso prescrevido por um médico psiquiatra e com psicoterapia com psicólogo onde o mesmo trabalhara como facilitador ajudando a identificar o que gera tal transtorno e lidar com o mesmo da melhor forma possível, diferenciar o que é perigo real e imaginário, e facilita o processo de autoconhecimento de si e assim desenvolve autodomínio e segurança.

Antônio Marcos Lima Vieira é Psicólogo (CRP 18/03359) formado pela Faculdade UNIC-Rondonópolis. Em 2015 concluiu um curso de formação de Psicoterapeutas na Abordagem Centrada Na Pessoa e Sistêmica Familiar. Atualmente é Pós-graduando em Diversidade e Educação Inclusiva pela UFMT. Em 2017 concluiu uma formação em Ludoterapia Centrada Na Pessoa pelo Espaço Viver Psicologia voltado para atendimentos de crianças, jovens e adolescente.  Criador do projeto “Vamos falar sobre Bullying” onde o mesmo desenvolveu rodas de conversa com crianças e adolescentes em escolas publicas de Rondonópolis/MT com o intuito de combater e prevenir o Bullying e o suicídio.

Gazeta MT/Antônio Marcos Lima

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