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22 Janeiro 2018 3:05 pm

Fabio fez parceria com Nadaf para desviar diesel doado para o Executivo, diz Silval

Fabio fez parceria com Nadaf para desviar diesel doado para o Executivo, diz Silval

A pesar de pertencer ao grupo político rival, o deputado federal Fabio Garcia (PSB) não escapou de ser citado na delação premiada do ex-governador Sival Barbosa (PMDB), homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 9. O fato relatado envolve o desvio do óleo diesel doado ao governo estadual na assinatura do convênio de arrendamento da termoelétrica Pantanal Energia para Petrobrás.

À época, Fabio era diretor da termoelétrica e teria vendido o óleo diesel  doado pela empresa, em parceria com o então secretário estadual de Indústria e Comércio, Pedro Nadaf, pelo valor de R$ 2,6 milhões. O montante teria sido dividido entre a dupla e Silval, garantindo mais de R$ 800 mil para cada um.

Segundo Silval, a doação foi simulada para dar baixa no óleo diesel. Isso porque a Pantanal Energia iria funcionar a gás natural. A delação premiada indica que a venda do óleo diesel ocorreu entre 2012 e 2013. No período em que Fabio era secretário municipal de Governo na gestão do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), sendo eleito deputado federal somente em 2014.

A termoelétrica Pantanal Energia foi arrendada para a Petrobrás em março de 2011. No entanto, em novembro de 2015 o contrato foi rescindido por decisão unilateral da empresa, sob a justificativa que pretendia participar de leilão que seria realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Até o momento, Fabio não se pronunciou oficialmente sobre a acusação feita por Silval na delação premiada. Nadaf não foi localizado para comentar o caso.

“São mentirosas e levianas as afirmações do delator Silval Barbosa no que diz respeito a Pantanal Energia e seu diretor a época Fabio Garcia. A Pantanal Energia ou seu diretor à época, não realizaram qualquer operação simulada, irregular ou ilegítima junto ao governo do Estado de Mato Grosso; tampouco houve recebimento de qualquer vantagem pela empresa ou seu diretor.

A Pantanal Energia cumpriu integralmente o contrato pactuado com o Estado. É lamentável que Silval Barbosa recorra a calúnia e acuse sem provas para obter benefícios do Ministério Publico Federal (MPF)”.

 

Gazeta MT/Jacques Gosch

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