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23 outubro 2017 1:58 pm

Adesivo com injeções minúsculas combate obesidade e diabetes

Adesivo com injeções minúsculas combate obesidade e diabetes

É o fim da picada, ao pé da letra. Em abril deste ano, pesquisadores norte-americanos deram um jeito de substituir a tradicional injeção da vacina da gripe por um adesivo com aparência de curativo.

A superfície inferior desse band-aid (a que adere à pele) é repleta de minúsculas agulhas – pequenas o suficiente para você não sentir dor, mas grandes a ponto de colocar a substância que precisa ser injetada dentro de você. Bônus: isso pode ser feito em casa. Nada de posto de saúde ou farmácia.

Se já parecia bom, acaba de ficar melhor. Pesquisadores da Universidade Columbia deram um jeito de usar adesivos similares para aplicar outro remédio: um que transforma gordura branca – a que cria barrigas salientes e pneuzinhos por aí – em gordura marrom, composta de células feitas para queimar energia, e não armazená-la. A técnica tem potencial para colaborar com o tratamento de obesos e diabéticos, mas, até agora, só foi testada em ratos.

“Há várias drogas disponíveis que promovem a transformação da gordura branca em marrom, mas elas precisam ser aplicadas com pílulas ou injeções”, afirmou em comunicado Li Qiang, um dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa. “Isso expõe o corpo todo às drogas, o que pode causar efeitos colaterais, como irritação no estômago, ganho de peso e fraturas nos ossos. Nosso adesivo de pele alivia essas complicações levando a droga diretamente ao tecido adiposo.”

Em outras palavras, quando é colado na barriga, o remédio vai só onde interessa. Sem escalas, e na dose ideal. O princípio ativo é colocado em cápsulas microscópicas – centenas de vezes mais finas que um fio de cabelo – na extremidade das agulhas. “As nanopartículas foram projetadas para armazenar a droga em segurança e então se romperem gradualmente, liberando-a nos tecidos próximo de forma lenta e constante em vezes de espalhar a droga pelo corpo rapidamente”, explicou Zhen Gu, também envolvido na pesquisa.

 

Bebês recém-nascidos são cheios da gordura conhecida como marrom. Graças ao grande número de mitocôndrias que suas células possuem, esse tipo de gordura pode ser queimada rapidamente pelo corpo para mantê-lo aquecido. Conforme você cresce, porém, seu corpo para de queimar energia à toa e passa a estocá-la em forma de gordura branca – que resiste justamente para servir de reserva calórica em caso de emergência. “Convencer” a gordura branca a se tornar gordura marrom, hoje, é uma das principais linhas de pesquisa no combate à obesidade.

 

Gazeta MT/SUPERINTERESSANTE

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