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20 Janeiro 2018 2:03 pm

Jejum intermitente pode prolongar a vida, diz estudo de Harvard

Jejum intermitente pode prolongar a vida, diz estudo de Harvard

Seguir um tipo de dieta pode transformar o nosso organismo e a forma como ele funciona, especialmente quando essa alimentação é baseada na técnica de jejum intermitente. De acordo com uma pesquisa da Harvard T.H. – Chan Escola de Saúde Pública, esse regime alimentar é capaz de manipular as redes mitocondriais dentro das células, o que por sua vez pode aumentar a vida útil das pessoas e promover a saúde.

O estudo mostra o processo envolvido na capacidade das células de processar a energia ao longo do tempo, o que leva ao seu envelhecimento e a doenças relacionadas à idade, indicando como os períodos de jejum podem ajudar a chegar em um envelhecimento saudável.

As mitocôndrias, estruturas que produzem energia nas células, existem em redes que se adaptam de acordo com a demanda por energia. Porém, essa capacidade vai mudando com o passar do tempo e os cientistas ainda não sabiam como isso impactava no metabolismo e na função celular.

Os cientistas usaram C. elegans, um tipo de microrganismo da família dos nematódeos, que vivem apenas duas semanas e, portanto, permitem o estudo do envelhecimento em tempo real no laboratório. As redes mitocondriais dentro das células geralmente alternam entre estados fundidos e fragmentados. Com o trabalho, os pesquisadores descobriram que restringir a dieta desses vermes manteve as redes mitocondriais em estado fundido, ou seja, em estado “jovem”. Além disso, eles descobriram que essas redes juvenis aumentaram a expectativa de vida, ao se comunicar com órgãos denominados peroxisomas, modulando o metabolismo das gorduras.

“As condições de baixa energia, como restrição dietética e jejum intermitente, demonstraram anteriormente promover o envelhecimento saudável. Compreender por que esse é o caso é um passo crucial para ser capaz de aproveitar os benefícios de forma terapêutica”, disse Heather Weir, principal autora do estudo, que conduziu a pesquisa na Escola Harvard Chan e agora é pesquisadora associada da Astex Pharmaceuticals. “Nossas descobertas abrem novos caminhos na busca de estratégias terapêuticas que irão reduzir nossa probabilidade de desenvolver doenças relacionadas à idade a medida que envelhecemos”, completa.

 

Gazeta MT/MINHA VIDA

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