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23 Janeiro 2018 2:48 pm

PSDB nacional elege Alkmin e humilha Taques deixando-o fora da vice

PSDB nacional elege Alkmin e humilha Taques deixando-o fora da vice

PSDB elegeu neste sábado (9), durante convenção nacional em Brasília, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como presidente do partido pelos próximos dois anos. A chapa encabeçada por Alckmin recebeu 470 votos a favor, 3 contra, e houve uma abstenção.

Além de Alckmin, foram eleitos o governador de Goiás, Marconi Perillo, como vice-presidente. O segundo vice-presidente é o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli. Também são vice-presidentes os senadores Paulo Bauer (SC) e Flexa Ribeiro (PA), o governador do Paraná, Beto Richa, os deputados federais Shéridan Oliveira (RR) e Carlos Sampaio (SP), e o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. O secretário-geral será o deputado Marcus Pestana (MG). O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, que tentou ser vice-presidente, foi humilhantmente escanteado, embora faça parte da executiva, como um membro qualquer.

Alckmin chegou à presidência do PSDB como uma tentativa de unificar o partido. Nas negociações que antecederam a convenção, o senador Tasso Jereissati (CE) e o governador Goiás, Marconi Perillo, desistiram de suas candidaturas à presidência da legenda.

Nos últimos meses, o PSDB, que integrou o governo Michel Temer com quatro ministérios, iniciou um movimento de afastamento, mas a convenção não deliberou sobre esse assunto.

Em novembro, o deputado Bruno Araújo (PE) já havia deixado o comando do Ministério das Cidades. Nesta sexta-feira (8), o deputado Antonio Imbassahy (BA) pediu demissão da Secretaria de Governo.

Ao chegar à convenção, na manhã deste sábado, o até então presidente interino do partido, Alberto Goldman, cobrou a saída de Luislinda Valois da pasta dos Direitos Humanos.

O senador Aloysio Nunes Ferreira disse que permanecerá pelo menos até abril (prazo limite de desincompatibilização para quem quer disputar a eleição) como ministro das Relações Exteriores.

Discursos

Após a divulgação do resultado da votação, Alckmin fez um discurso de pouco mais de 20 minutos. Logo no início, agradeceu a presença do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, que deseja ser candidato do partido à Presidência da República. “Sua pré-candidatura honra o partido, sua história de vida, um dos melhores prefeitos do país”, disse.

Grande parte da fala de Alckmin foi dedicada à defesa de reformas, como a política, a da Previdência e a tributária. “Já passou a hora de tirar o peso desse estado ineficiente das costas dos trabalhadores e dos empreendedores”, afirmou.

Em outra parte de sua fala, o novo presidente do PSDB fez críticas aos governos do PT, especialmente ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós os derrotaremos nas urnas. Lula será condenado nas urnas pela maior recessão da história”, ressaltou.

Em sua fala, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou os políticos. “O povo está enojado, irritado com todos nós”, disse. “O povo sente uma grande traição nacional. Temos que respeitar a percepção nacional. As pessoas querem coisas simples, querem educação, querem saúde, querem transporte e também querem segurança”, afirmou.

Segundo o ex-presidente, o PSDB errou por omissão e corrigir os próprios erros. Para isso, afirmou, “é preciso ter escutar o povo”. “Não dá para fazer programas abstratos. Tem que ser uma coisa que reflita o sentimento das pessoas”, declarou.

 

Gazeta MT/Muvuca Popular

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