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23 Janeiro 2018 2:46 pm

Três mortos na queda de avião serão sepultados em Juara; resgate deve ser concluído nesta 5ª e militares da FAB relatam difícil missão

Três mortos na queda de avião serão sepultados em Juara; resgate deve ser concluído nesta 5ª e militares da FAB relatam difícil missão

A Força Aérea Brasileira (FAB) localizou, na tarde desta terça-feira (12/12), a aeronave PU-MMT, modelo Paradise P1, desaparecida desde a manhã do sábado (09/12) no norte do Mato Grosso. A aeronave SC-105 Amazonas e o helicóptero H-1H estão engajados na operação desde a manhã de domingo, além de 35 militares da FAB.

Vestígios foram avistados em uma região de mata muito fechada, 24 km a leste da cidade de Juruena (MT). Por volta das 16h (horário de Brasília), uma missão do SC-105 Amazonas operado pelo Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV)lançou paraquedistas militares especialistas em resgate para verificar a situação no local. Em seguida, o helicóptero H-1H, que estava em Alta Floresta (MT), foi acionado e decolou imediatamente para realizar o resgate das vítimas.

Entretanto, as condições meteorológicas no momento, as características da mata extremamente fechada e o por do sol impediram que os paraquedistas chegassem até o local exato. Ao sobrevoar a área, já no final do dia, a tripulação a bordo do helicóptero conseguiu confirmar que os vestígios eram efetivamente destroços da aeronave de prefixo PU-MMT.

Segundo o Sargento Nildener Valmiraldo Santos, observador que encontrou a aeronave acidentada, a dificuldade de busca na região amazônica são as matas fechadas, o aru (nuvens baixas que sobem pela manhã devido a umidade da floresta), a grande altura das árvores e as elevações do solo, dando poucas referências para observação.

A situação da meteorologia não ajudou nos primeiros dias. “Nós, observadores, ficamos atentos a qualquer coisa diferente que ocorre no terreno, e de imediato comandamos a curva na aeronave para verificar o possível objeto de busca. A emoção e vontade de encontrar é nítida nos olhares de toda tripulação dia após dia de busca. Quando comandado a curva, até os observadores que estão no descanso voltam-se para as janelas, tentando ajudar de alguma forma”, explica o militar.

Segundo o Tenente Fernando de Souza Cruz Junior, um dos pilotos de SC-105 que participou da missão, foi empenhado um esforço exclusivo na esperança de encontrar pessoas com vida. “Quando entendemos que as condições não eram favoráveis, a missão passa a ser o conforto da família neste momento difícil”, afirma. O Sargento Nildener concorda: “a importância fundamental da missão é salvar vidas e encontrar algum sobrevivente e quando não é possível, pelo menos devolver os entes queridos à família, para que possam fazer as devidas homenagens”, disse.

Na tarde desta quarta-feira (13/12), por volta de 13h45 (horário de Brasília), o helicóptero H-1H decolou rumo ao local do acidente, a 25km de Juruena (MT). O objetivo é pousar em uma clareira aberta na mata para o resgate das vítimas.

Militares da Força Aérea Brasileira, com apoio de bombeiros de Alta Floresta, estão tendo muito trabalho no resgate devido as difíceis condições de acesso ao local e a necessidade de cortar a fuselagem para retirar os corpos.

“Foi montada uma base em uma fazenda nas proximidades. Os destroços do avião estão a cerca de 300 metros desta fazenda e será usado o desencarcerador para cortar as ferragens e resgatar as vítimas”, informou o sargento Jesuilson de Arruda, do Corpo de Bombeiros de Alta Floresta. “A equipe foi ao local por volta da 16hs e está muito difícil fazer a remoção das vítimas”, acrescentou. Os corpos devem ser retirados, levados por uma picada até a sede da fazenda e, de helicóptero, encaminhados ao IML em Juína para necropsia.

A Funerária Bom Jesus informou que os corpos devem ser sepultados em Juara, onde residem familiares de Leandro, que era pecuarista e residia em Colniza.

Até o momento, foram utilizadas em torno de 56 horas de voo, somando as duas aeronaves. A missão, porém, ainda está acontecendo: só termina após a conclusão do resgate das vítimas.

Responsabilidade – A FAB cumpre missões de busca e salvamento para localizar e salvar pessoas em perigo na terra ou no mar em uma área de 22 milhões de km2 sobre o continente e sobre o Oceano Atlântico: a chamada Dimensão 22.

Gazeta MT/FAB

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