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20 Janeiro 2018 1:26 pm

Professores já cobram juros dos salários atrasados e ameaçam greve em MT

Professores já cobram juros dos salários atrasados e ameaçam greve em MT

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso foi convidado para uma reunião na tarde de quarta-feira com a Casa Civil e a Secretaria de Estado da Educação para ser comunicado que os 40 mil servidores do setor não receberão dentro do limite previsto na Constituição Estadual, que é o dia 10 do mês subsequente. Na reunião, o Governo pediu compreensão do Sintep e solicitou que o sindicato fizesse uma proposta para que fosse firmado um acordo.

Neste mês, os salários foram pagos por secretaria, com prioridade para as de Saúde, Segurança e Justiça e Direitos Humanos. Ainda não foi anunciada a data para os pagamentos.

Mas o governador Pedro Taques afirmou que a intenção é pagar até a próxima segunda-feira (15). “Nunca celebraremos um acordo para que o governo possa descumprir a legislação e, com o atraso dos salários, deverão ser pagos juros. Já é sabido que todo ano as arrecadações caem no primeiro trimestre, porém, mas uma vez o Governo não se planejou e irá afetar os educadores e educadoras próximo ao início do ano letivo. O que se vê é a falta de prioridade”, afirma o presidente do Sintep, Henrique Lopes.

Ele afirmou que a categoria deve se reunir nos próximos dias sinalizando que pode haver paralisação caso ocorra novos atrasos salariais. “Situações dessa natureza servem para acirrar os ânimos e que nós iremos tomar as decisões no âmbito coletivo para decidirmos quais serão os rumos que iremos tomar caso tenhamos uma constante na lógica do atraso no pagamento dos salários”, disse.

O sindicalista colocou que o atraso salarial dos servidores da Educação não ocorre em função da queda de arrecadação por parte do Estado. “Deixamos claro de que se é verdade que não temos recursos suficientes para pagar a totalidade da folha, isso está em função daquilo que o Estado tem tratado como prioridade. Somos sabedores que o que mais se tem são desvios de finalidade das receitas da Educação”, assinala.

Lopes confirmou que na próxima terça-feira (16) haverá outra reunião para tratar outros pontos de pauta, como a implantação de novas escolas militares, das escolas plenas e problemas identificados no processo de contagem de pontos. “Não estamos tendo notícias animadoras neste início de ano letivo vindo do Palácio Paiaguás”, salientou.

Segundo informações passadas pelo secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi, dos 100 mil servidores ativos e inativos, os 30 mil aposentados receberam na terça-feira (09), e dos 70 mil ativos, 40 mil são trabalhadores da Educação e ficaram para a segunda etapa de pagamento juntamente com os servidores das secretarias de Fazenda, Planejamento, Gestão, Gabinete de Comunicação e Gabinete do Governador.

GazetaMT/nortaonoticias

 

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