Topo

18 Fevereiro 2018 3:18 pm

Além das DST´s, a ‘doença do beijo’ é mais transmitida em época de Carnaval; veja os sintomas

Além das DST´s, a ‘doença do beijo’ é mais transmitida em época de Carnaval; veja os sintomas

O carnaval é uma porta aberta para a folia, mas também representa perigo. No ato sexual sem preservativo ou mesmo nos beijos podem estar escondidos muitos vírus e bactérias que podem suscitar doenças sexualmente transmissíveis, mais conhecidas como DST´s.
 
Os sintomas são variados conforme o ginecologista e obstetra, Domingos Mantelli explica “podem começar com uma coceira ou ardência na região íntima e até se mostrar semelhante a uma faringite, como é o caso da doença do beijo. Chamada de mononucleose infecciosa, a doença do beijo é causada por um vírus da família do herpes e pode ficar alojado na orofaringe por até 18 meses. É transmitida pela saliva e os principais sintomas são febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço. Também pode haver aumento do baço”, ressalta o médico.

Se há ruptura do baço, pode ocorrer uma hemorragia interna que pode provocar um estado de choque hipovolêmico (redução absoluta e geralmente súbita do volume de sangue circulante em relação à capacidade do sistema vascular) ou pode levar à morte do paciente. Em todo caso, a ajuda médica é essencial assim que qualquer sintoma for identificado.

Se o clima esquentar e o casal decidir fazer sexo sem camisinha, os riscos aumentam. Dentre as principais doenças sexualmente transmissíveis estão: Aids, Gonorréia, HPV, Sífilis, Herpes genital, Tricomoníase e Clamídia.

Com relação a HIV/Aids, os dados do Serviço de Assistência Especializada (SAE) de Cuiabá mostraram que em 2017 foram registrados 432 novos casos de HIV, enquanto em 2016 foram registrados 365. A maioria dos infectados ainda é do sexo masculino, 67,9%, enquanto a porcentagem de mulheres é 32,1%. Por mês são registrados 40 novos casos de HIV na capital.

A Secretaria de Estado de Saúde também divulgou os números relacionados a HIV/AIDS em Mato Grosso entre os anos de 2010 e 2017. O número de homens infectados neste período foi 4.847 e o de mulheres foi 2.722. As faixas etárias com o maior número de infecções foram de 20 a 34 anos (com 2.105 casos) e de 35 a 49 anos (2.255 casos).

A única forma segura de se prevenir contra as doenças sexualmente transmissíveis é usando o preservativo. A mulher nem precisa depender do parceiro. Para garantir a proteção, pode incluir na bolsa uma camisinha feminina, ou mesmo a masculina. Assim, a folia está garantida, e com segurança.

Veja os sintomas das doenças:

• Aids: Ataca o sistema imunológico. Os primeiros sintomas são parecidos com gripe, como febre e mal-estar;

• HPV: Pode ser assintomático ou provocar o aparecimento de verrugas do tipo couve-flor na pele e nas mucosas do colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perianal, ânus, pênis, bolsa escrotal, boca e garganta. Pode causar câncer no colo do útero, verrugas genitais e câncer na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca;

• Gonorreia: Os primeiros sinais podem surgir em 24 horas, tais como lesões e secreções parecidas com pus. A prática do sexo oral ou anal pode levá-la à região causando obstrução anal e alteração na voz;

• Sífilis: Em graus elevados, pode causar pequenas feridas nos órgãos genitais, ínguas na virilha, gânglios aumentados, manchas vermelhas na pele, queda de cabelo. Esses sintomas podem desaparecer dando sinal que houve uma cura, mas na verdade volta pior podendo chegar a óbito;

• Herpes genital: Causa ardor, prurido, formigamento e gânglios inflamados. Podem anteceder erupção cutânea e manchas vermelhas. Essas erupções e manchas podem evoluir para bolhas e, quando romperem, criarem casca e cicatrizarem, mas a pessoa continua com o vírus;

• Tricomoníase: Traz dor durante a relação sexual, ardência e dificuldade para urinar, odor forte e coceira nos órgãos sexuais;

• Clamídia: a infecção pode não apresentar sintomas, por isso, pode dificultar o diagnóstico, mas os sintomas comuns são dor ou ardor ao urinar, vontade de urinar e presença de secreção fluida.

Caso perceba qualquer um desses sintomas, procure um médico.

 

Gazeta MT/Vinicius Mendes

Postagens Relacionadas

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *